Frutas são usadas como base para antibióticos - Clipping de Artigos
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Publicado em 11 de September de 2006 às 11h31 em Biotecnologia na saúde
É já sabido a muitos anos das propriedades medicinais das sementes. As sementes do quiabo, por exemplo, possuem propriedades medicinais fantásticas no combate de inflamações genéricas. As sementes da papoula são utilizadas principalmente no preparo de pães e doces, e como aromatizantes. As sementes de gergelim são ótima fonte de proteínas. As sementes de girassol são ricas em Vitaminas E, D e complexo B. Porém usar sementes de frutos no combate a infecções hospitalares torna-se inovador e de grande mérito.
Pelos resultados obtidos pela equipe do UCB as sementes de maracujá foram as que demonstraram melhor ação no combate a um fungo chamado Aspergillus. O Aspergillus é um gênero de fungo que apresenta coloração branca amarelada com formação de pedúnculos e uma ponta colorida. Muito presente em hospitais, este fungo pode causar doença em pacientes com a imunidade diminuída – que inclui os portadores do HIV e receptores de órgãos transplantados, inclusive várias patologias pulmonares.
As bactérias Klebsiella e a Proteus são atacadas pela goiaba. Essas bactérias podem causar pneumonia, infecções no aparelho urinário e em feridas, em particular em doente imunologicamente deprimidos. O feijão de corda mostrou resultados otimistas no ataque a infecções contra a Escherichia coli que em muitos casos leva o paciente ao choque séptico e morte por septicémia.
Entede-se por antibiótico como uma droga com capacidade de interagir com microorganismos mono ou pluricelulares que causam infecções no organismo. Se as primeiras substâncias descobertas eram produzidas por fungos e bactérias, atualmente são sintetizadas em laboratórios farmacêuticos. No entando a medicina baseada em produtos fitoterápicos tem crescido no Brasil nos últimos anos. Fitoterápicos não são mais que medicamentos feitos de partes de plantas cujos princípios ativos não foram purificados, como chás, extratos e tinturas, inclusive sementes.
O uso de fitoterápicos remonta aos tempos ancestrais e seu uso na medicina popular sempre foi bem difundido, porém, hoje em dia, há uma abordagem científica desses medicamentos com estudos clínicos para verificar a eficácia. No caso destes fármacos desenvolvidos pela UCB, mesmo não criando qualquer tipo de dependência, por se tratarem de substancias completamente naturais, o período de testes em pacientes é necessário e obrigatório para avaliar possíveis efeitos colaterais e até possíveis rejeições. Paralelamente aos testes em humanos, após já terem sido realizados com sucesso em animais, a equipe pretende entrar com o processo de patente.
Posto isto, o coordenador do projeto pretende criar compostos baseado nessas sementes que combatam ativamente microorganismos. Estas bactérias e fungos criam em muitas situações o óbito a pacientes aproveitando-se de seus sistemas imunitários deficientes. De realçar que as frutas em si não curam ou atacam qualquer bactéria ou fruto. É necessário que as sementes passem por processos biotecnológicos de purificação e só assim possam garantir as altas dosagens pretendidas para a sua comercialização e uso.
Fonte do artigo: Biotec AHG
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